Comissão de utentes avalia <br>estações da Linha de Sintra

Preocupados com a segurança de pessoas e bens, segurança contra incêndios, higiene e limpeza, funcionamento das bilheteiras, estacionamento, barreiras arquitectónicas, conforto, actividade comercial e ofertas de outros serviços, a Comissão de Utentes da Linha de Sintra (CULS) apresentou, em Outubro, um estudo que recai sabre as estações de comboios de Benfica até Sintra. Os utentes prometem apresentar, em breve, um outro trabalho que contemplará as estações de Sete Rios, Entrecampos-Poente e Roma-Areeiro.
O primeiro ponto do estudo recai sobre a «segurança de pessoas e bens». Constatando que nas estações em causa existe video-vigilância, os utentes lamentam que os monitores das câmaras encontram-se nas bilheteiras, «o que torna este sistema operacional em situações de emergência em que seja necessária a intervenção da Polícia Ferroviária».
«É inconcebível que a segurança nas estações esteja a cargo dos funcionários das bilheteiras, quando estes, na maior parte do seu tempo de trabalho, não têm sequer hipótese de olhar para as câmaras», lembra a comissão de utentes.
No que toca à «segurança contra incêndios» apurou-se que todas as estações têm sistema de mangueiras. No entanto, algumas, não têm uma conservação adequada, podendo, nesta situação, não funcionar eficientemente em caso de necessidade. «A CULS tem dúvidas sobre se este sistema poderá ser utilizado em caso de incêndio nas composições dada a presença das catenárias. Seria bom que a REFER nos tranquilizasse, informando se existem meios adequados nas estações para serem utilizados pelos funcionários da CP enquanto não chega o Serviço de Bombeiros», solicita a comissão.
Outro dos pontos analisados foi a «higiene e limpeza». Sobre esta matéria a CULS denunciou que nas estações de Massamá-Barcarena e Agualva-Cacém existem «autênticas lixeiras de detritos a que urge pôr fim».

Mais e melhor

Sobre o «funcionamento das bilheteiras» os utentes lamentam que este serviço seja «muito reduzido». «Esta situação prenuncia objectivos economicistas, com o objectivo de reduzir o número de funcionários das bilheteiras. A única alternativa que existe para a compra de títulos é o recurso às máquinas, que, por razões várias, não dão resposta, designadamente a deficientes e idosos», afirma a comissão.
No ponto «parques de estacionamento das estações», a CULS continua a defender que estes devem ser gratuitos. «A taxa de ocupação é muito reduzida e não se compreende que investimentos relativamente elevados não sejam devidamente rentabilizados. A sua gratuitidade seria uma medida que teria um reverso positivo no aumento dos utentes da Linha de Sintra», defende a comissão.
Relativamente às «barreiras arquitectónicas e sinalética», a CULS considera que os problemas estão resolvidos. No entanto, acrescenta, «nos pisos das estações, ainda se verifica uma ou outra “ratoeira”, com táboas ou tijolos, perigosos para os utentes de mobilidade reduzida».

Desconforto dos utentes

Porque o conforto nas gares das estações passa, inevitavelmente, pela existência de abrigos para resguardo dos utentes, a CULS apurou que existem estações sem abrigos na maior parte das estações avaliadas.
«Não é aceitável que os projectos das estações novas sejam apresentados e aceites pela CP com metade das coberturas ou mesmo sem elas e sem abrigos, com o consequente desconforto para os utentes», ressalva a comissão, defendendo, por outro lado, o uso gratuito das casas de banho. Recorde-se que nas estações de Sintra, Portela e Algueirão o preço de utilização das casas de banho é de 25 cêntimos e nas restantes de 20 cêntimos.
Sobre a «actividade comercial e outros serviços», os utentes verificaram a existência de um conjunto de serviços que actualmente são indispensáveis, como caixas de multibanco, cabinas telefónicas, comércio de vários produtos e estações de taxi.


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